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Casa Civil promove oficinas para estimular e qualificar o uso da inteligência artificial na gestão pública

Iniciativa em parceria com TCE e TJRS integra a ação Ágora: Vozes do Futuro e marca o início das atividades do CCX LABi

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Atividades aconteceram na manhã e na tarde desta quinta-feira
Ação Ágora busca consolidar um espaço de reflexão sobre inteligência da gestão pública no RS - Foto: Gustavo Mansur / Ascom Casa Civil

A Casa Civil promoveu, nesta quinta-feira (23/10), as primeiras oficinas práticas da ação Ágora: Vozes do Futuro. As atividades têm o objetivo de estimular reflexões e identificar aplicações concretas de inteligência artificial (IA). 

As oficinas que, neste primeiro momento, foram voltadas para os servidores da Ouvidoria-Geral do Estado (OGE) e da Fundação de Proteção Ambiental (Fepam), inauguram o eixo temático dedicado à inteligência artificial dentro do projeto Ágora e integram uma série de iniciativas de inteligência e boas práticas coordenadas pelo Laboratório de Inteligência da Casa Civil (CCX LABi), instituído recentemente pelo Decreto 58.412 que normatiza a nova estrutura organizacional da pasta. O CCX LABi tem como o objetivo estimular o uso de dados e inteligência para transformar o governo conectando conhecimento e estratégia na gestão pública  

A ação Ágora: Vozes do Futuro 

A proposta do Ágora - do grego, local de encontro - é consolidar um espaço permanente de diálogo e reflexão sobre o futuro e a inteligência da gestão pública no RS.  A ação integra a iniciativa de criação e implementação do Programa de IA no RS, que faz parte do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável do Estado, lançado em outubro de 2024. 

A IA já faz parte do nosso cotidiano e sua utilização ética é necessária. Desde a reestruturação organizacional da Casa Civil até a criação do CCX LABi, passando pelo Ágora, o que queremos é promover reflexão, aprendizado e protagonismo entre os servidores, gerando valor público”, destaca o secretário-executivo da Casa Civil, Paulo Roberto Dias Pereira. 

Teoria e prática 

Durante as oficinas realizadas nesta quinta (23), os servidores realizaram atividades práticas de diagnóstico e mapeamento de processos, identificando gargalos e sugerindo possibilidades de aplicação da IA. A metodologia foi desenvolvida pelo Laboratório de Inteligência da Casa Civil, utilizando a IA na construção coletiva assistida. 

Atividades aconteceram na manhã e na tarde desta quinta-feira
Pela manhã, oficinas foram voltadas para servidores da Fepam/RS - Foto: Gustavo Mansur / Ascom Casa Civil

 
A oficina, realizada com a equipe da Fepam, teve como foco aperfeiçoar e integrar a IA no processo de licenciamento e fiscalização ambiental executada pela pasta. Na atividade direcionada à OGE, a abordagem foi sobre o uso da tecnologia para o aprimoramento do tratamento de denúncias, manifestações e pedidos de informação que chegam ao órgão.  

“A oficina de hoje representa um passo importante para fortalecermos nossa equipe e modernizarmos a atuação da Ouvidoria-Geral. Refletir sobre o uso da inteligência artificial nos ajuda a enxergar novas formas de escutar o cidadão e os servidores, aprimorar nossos processos e transformar dados em conhecimento. É um momento de aprendizado coletivo que reforça nosso compromisso com eficiência e ética na gestão pública”, explica a ouvidora-geral do Estado, Viviane Migliavacca.  

A iniciativa traz um tema fundamental para o futuro da gestão ambiental. Discutir o uso da Inteligência Artificial em licenciamento e fiscalização mostra visão de futuro e nosso compromisso com processos mais ágeis, transparentes e eficazes, reforçando o papel da Fepam como referência em sustentabilidade e em soluções inteligentes para o meio ambiente”, afirma o diretor-presidente da Fepam, Renato das Chagas e Silva. 

Atividades aconteceram na manhã e na tarde desta quinta-feira
Oficinas integram série de iniciativas coordenadas pelo Laboratório de Inteligência da Casa Civil - Foto: Gustavo Mansur / Ascom Casa Civil

Cases de inspiração 

Os encontros também contaram com uma palestra de abertura e a apresentação de cases de sucesso por representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) e do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que demonstram como soluções de IA já vêm sendo aplicadas em processos de controle e gestão. Os exemplos têm como foco conectar problemas reais a soluções de IA que gerem valor público com responsabilidade e ética. 

“Essas oficinas marcam o início de uma jornada de aprendizado coletivo. Nosso propósito é criar um ambiente de experimentação e colaboração, onde os próprios servidores identifiquem oportunidades reais para aplicar a inteligência artificial em benefício da sociedade”, acrescenta o secretário executivo da Casa Civil. 

As ações do Ágora fazem parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da cultura da integridade e inteligência no Rio Grande do Sul. O programa busca consolidar espaços permanentes de diálogo, aprendizado e colaboração entre diferentes órgãos e setores, fomentando uma gestão pública mais ágil, transparente e direcionada a resultados. 

Texto: Mariana Fontana / Ascom Casa Civil 
Edição: Ascom Casa Civil

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