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Na sua primeira fase, modelo de distanciamento evitou o colapso nos serviços de saúde, destaca Leany

Coordenadora do Comitê de Dados participou de uma live organizada pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado

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"Poderemos entrar numa segunda fase que será de cogestão com as regiões, o que não significa relaxar nas medidas”, disse Leany
"Poderemos entrar numa segunda fase que será de cogestão com as regiões, o que não significa relaxar nas medidas”, disse Leany - Foto: Reprodução

O modelo de Distanciamento Controlado – que indica protocolos e critérios específicos para diferentes atividades como medida de enfrentamento da Covid-19 e está perto de completar três meses – teve como principal mérito manter o Rio Grande do Sul entre as menores taxas de óbito do país, ao mesmo tempo que conseguiu atenuar os impactos sobre setores econômicos. A avaliação é da coordenadora do Comitê de Dados do governo, Leany Lemos, durante participação nesta terça-feira (21/7) de uma live organizada pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil).

“A fase um do modelo impediu que o sistema de saúde entrasse em colapso, como vimos em outros estados. Agora poderemos entrar numa segunda fase que será de cogestão com as regiões, o que não significa relaxar nas medidas”, destacou.

Leany observou que ainda não há uma concepção final sobre como funcionará essa nova etapa do Distanciamento Controlado, mas antecipou que o governo manterá o sistema do mapa de cores conforme o risco de avanço da pandemia em cada região.

“Estamos iniciando as discussões com os prefeitos. Muitos cobram maior autonomia para definir as restrições em suas cidades, outros querem que o governo continue coordenando o modelo. A tendência é dividir as decisões com cada associação regional”, antecipou. Uma primeira reunião do governador Eduardo Leite com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), também nesta terça-feira, serviu para debater as linhas dessa segunda fase do Distanciamento Controlado.

Com divulgação simultânea por meio das plataformas digitais da Acil, o evento contou com a participação do presidente da entidade, Cristian Rota Bergesch, e do diretor executivo do Hospital Bruno Born, Cristiano Dickel. Em quase duas horas de transmissão, Leany ressaltou que a construção do Distanciamento Controlado mobilizou dezenas de especialistas, baseado em 11 indicadores que medem a velocidade do avanço do novo coronavírus e a capacidade de resposta da área de atendimento.

“O objetivo foi ser um ponto de equilíbrio, propondo uma convivência com a pandemia. A única segurança que dispomos para conter a doença é o isolamento e os cuidados recomendados”, pontuou.

A coordenadora do Comitê de Dados destacou, também, que as 11 semanas de vigência do modelo permitiram ao Rio Grande do Sul ter uma taxa de 11,29 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes. “Estamos talvez entrando nas semanas mais difíceis. Sem dúvida, o momento mais agudo de crescimento de mortes, mas ainda distantes do que outros estados viveram”, ponderou Leany. A média do país é de 38,13 óbitos por 100 mil habitantes, mas estados como Ceará (78,68) e Amazonas (75,91) apresentam números dramáticos, mesmo que agora estejam numa curva descendente.

Na primeira semana do mapa, a região de Lajeado foi a única a estar na vermelha, o que representa risco alto de disseminação da doença. No entanto, nas dez semanas seguintes vem se mantendo na classificação laranja. Com 37 municípios, a região soma 65 leitos de UTI adulto, cuja ocupação está abaixo de 70% (abaixo de 30% para pacientes de Covid-19). “Lajeado vem mostrando que as medidas de isolamento, com o esforço da sociedade, surtem efeito”, arrematou Leany.

Na abertura da live, o presidente da Acil abordou as expectativas do setor empresarial com a indicação da coordenadora do Comitê de Dados para assumir a presidência do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Bergesch salientou que muitas empresas precisarão de apoio maior para a recuperação de suas atividades no período pós-pandemia.

Leany observou que a pandemia impôs incertezas sobre as principais economias mundiais e que muitos países, além de socorrer os entes subnacionais e as pessoas que ficaram sem renda neste período, agora destinam quantias consideráveis para o crédito a setores produtivos.

“Aqui no Estado, além de salvar vidas, o Distanciamento Controlado também permitiu uma recuperação da atividade econômica, ainda que não nos mesmos padrões de janeiro”, descreveu. Ela mencionou que comércio varejista teve perdas menores que a média nacional e, nas últimas semanas, dá mostras de leve recuperação.

Texto: Pepo Kerschner/Ascom SPGG
Edição: Secom

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